O tecido adiposo é constituído basicamente por dois tipos de celulas: as que formam o tecido adiposo unilocular constituído por adipócitos brancos, e o multilocular constituído por adipócitos marrons. Segundo Velloso, o tecido adiposo marrom é um tecido altamente especializado que regula o gasto energético através de um processo denominado termogênese adaptativa. Anteriormente pensava-se que este tipo de tecido estivesse presente em humanos apenas até a primeira infância, mas pesquisas recentes o identificaram em humanos adultos saudáveis, trazendo novas perspectivas futuras em tratamentos da obesidade.
O adipócito branco, tem como uma de suas funções o armazenamento de triglicerídeos, chegado a armazenar mais de 80% de seu volume inicial. Este tecido possui uma gama de funções no organismo como: proteção mecânica, isolamento térmico, produção de diversos hormônios e ser o nosso principal estoque de energia, suprindo as necessidades do organismo em momentos de carência energética atravez de um processo chamado lipólise. Este tecido possui também as chamadas “células tronco”, capazes de gerar novos adipócitos ou outros tipos de células do corpo e, por isso, tem sido bastante estudado atualmente.
O tecido adiposo marrom é uma forma termogênica de tecido adiposo composto por ADIPÓCITOS MARRONS. A gordura marrom é ricamente vascularizada, inervada e densamente envolvida por MITOCÔNDRIAS que podem gerar calor diretamente dos lipídeos armazenados, ou seja, possui todo o maquinário necessário para “derreter gordura”.
No ultimo dia 11 de maio, cientistas da Universidade de Cambridge, identificaram uma proteína que regula a ativação do tecido adiposo marrom no cérebro e nos tecidos do corpo. Esta proteína, conhecida pela sigla BMP8B, segundo a pesquisa, pareceu ser muito específica na regulação do calor produzido pelo tecido adiposo marrom, tornando-se um mecanismo melhor para novas terapias que outros recursos como o hormônio da tireóide, por exemplo, visto que ele têm efeitos importantes em outros órgãos também.
Os experimentos mostraram que ratos que não possuiam a proteína BMP8B apresentaram mais dificuldade para manter sua temperatura corporal normal. Eles também se tornaram muito mais obesos do que os ratos normais. Além disso, quando os pesquisadores trataram células de gordura marrom com BMP8B elas reagiram mais fortemente a ativação pelo sistema nervoso. E, quando BMP8B foi administrada em partes específicas do cérebro houve um aumento da ativação de tecido adiposo marrom. O resultado foi que e os ratos que receberam BMP8B queimaram mais gordura e perderam peso.
Uma das principais características dos métodos atuais de perda de peso é o fato de se perder muito peso no início, e depois chegar a um platô, apesar de continuar a seguindo corretamente a dieta. Isso ocorre porque o corpo humano é incrivelmente bom em compensar as mudanças metabólicas. No caso em questão, ele pode diminui sua taxa metabólica para compensar. Assim, um modo de aumentar a atividade da gordura marrom poderia potencialmente ser usada em conjunto com as estratégias atuais de perda de peso ajudando a evitar a queda da taxa metabólica do indivíduo.
Agora resta-nos aguardar o andamento das pesquisas neste campo para termos novas esperanças em tratamentos como a obesidade e diabetes tipo 2. Será que BMP8B será tão efetiva em humanos quanto foi no ratos?
Até mais.
Referências:
A. J. WHITTLE, S. CAROBBIO, L. MARTINS, M. SLAWIK, E. HONDARES, M. J. VÁZQUEZ, D. MORGAN, R. I. CSIKASZ, R. GALLEGO, S. RODRIGUEZ-CUENCA, M. DALE, S. VIRTUE, F. VILLARROYA, B. CANNON, K. RAHMOUNI, M. LÓPEZ, A. VIDAL-PUIG. BMP8B Increases Brown Adipose Tissue Thermogenesis through Both Central and Peripheral Actions. Cell, 2012. Disponível em: < http://www.cell.com/retrieve/pii/S0092867412005077>
R. C. B. CASTRO Qual a diferença entre tecido adiposo branco e marrom? Nutritotal, 2010. Disponível em: < http://goo.gl/rWNXs >
C. P.M.S. OLIVEIRA Gordura marrom ("brown-fat"), Revista de Nutrição e Saúde, Oligoelementos
Nov/Dez-1999. Disponível em: < http://goo.gl/HwFUE >
L. A. VELLOSO O tecido adiposo marrom em humanos - conexões funcionais com o hipotálamo. Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Ciências Médicas. 2012. Disponível em: < http://goo.gl/4mDl1>
M. H. Fonseca-Alaniz, J. Takada, M. I. C. Alonso-Vale, F. B. Lima. O tecido adiposo como órgão endócrino: da teoria à prática. J. pediatr. 2007. Disponível em: < http://goo.gl/vrzy7 >
O adipócito branco, tem como uma de suas funções o armazenamento de triglicerídeos, chegado a armazenar mais de 80% de seu volume inicial. Este tecido possui uma gama de funções no organismo como: proteção mecânica, isolamento térmico, produção de diversos hormônios e ser o nosso principal estoque de energia, suprindo as necessidades do organismo em momentos de carência energética atravez de um processo chamado lipólise. Este tecido possui também as chamadas “células tronco”, capazes de gerar novos adipócitos ou outros tipos de células do corpo e, por isso, tem sido bastante estudado atualmente.
O tecido adiposo marrom é uma forma termogênica de tecido adiposo composto por ADIPÓCITOS MARRONS. A gordura marrom é ricamente vascularizada, inervada e densamente envolvida por MITOCÔNDRIAS que podem gerar calor diretamente dos lipídeos armazenados, ou seja, possui todo o maquinário necessário para “derreter gordura”.
No ultimo dia 11 de maio, cientistas da Universidade de Cambridge, identificaram uma proteína que regula a ativação do tecido adiposo marrom no cérebro e nos tecidos do corpo. Esta proteína, conhecida pela sigla BMP8B, segundo a pesquisa, pareceu ser muito específica na regulação do calor produzido pelo tecido adiposo marrom, tornando-se um mecanismo melhor para novas terapias que outros recursos como o hormônio da tireóide, por exemplo, visto que ele têm efeitos importantes em outros órgãos também.
Os experimentos mostraram que ratos que não possuiam a proteína BMP8B apresentaram mais dificuldade para manter sua temperatura corporal normal. Eles também se tornaram muito mais obesos do que os ratos normais. Além disso, quando os pesquisadores trataram células de gordura marrom com BMP8B elas reagiram mais fortemente a ativação pelo sistema nervoso. E, quando BMP8B foi administrada em partes específicas do cérebro houve um aumento da ativação de tecido adiposo marrom. O resultado foi que e os ratos que receberam BMP8B queimaram mais gordura e perderam peso.
Uma das principais características dos métodos atuais de perda de peso é o fato de se perder muito peso no início, e depois chegar a um platô, apesar de continuar a seguindo corretamente a dieta. Isso ocorre porque o corpo humano é incrivelmente bom em compensar as mudanças metabólicas. No caso em questão, ele pode diminui sua taxa metabólica para compensar. Assim, um modo de aumentar a atividade da gordura marrom poderia potencialmente ser usada em conjunto com as estratégias atuais de perda de peso ajudando a evitar a queda da taxa metabólica do indivíduo.
Agora resta-nos aguardar o andamento das pesquisas neste campo para termos novas esperanças em tratamentos como a obesidade e diabetes tipo 2. Será que BMP8B será tão efetiva em humanos quanto foi no ratos?
Até mais.
Referências:
A. J. WHITTLE, S. CAROBBIO, L. MARTINS, M. SLAWIK, E. HONDARES, M. J. VÁZQUEZ, D. MORGAN, R. I. CSIKASZ, R. GALLEGO, S. RODRIGUEZ-CUENCA, M. DALE, S. VIRTUE, F. VILLARROYA, B. CANNON, K. RAHMOUNI, M. LÓPEZ, A. VIDAL-PUIG. BMP8B Increases Brown Adipose Tissue Thermogenesis through Both Central and Peripheral Actions. Cell, 2012. Disponível em: < http://www.cell.com/retrieve/pii/S0092867412005077>
R. C. B. CASTRO Qual a diferença entre tecido adiposo branco e marrom? Nutritotal, 2010. Disponível em: < http://goo.gl/rWNXs >
C. P.M.S. OLIVEIRA Gordura marrom ("brown-fat"), Revista de Nutrição e Saúde, Oligoelementos
Nov/Dez-1999. Disponível em: < http://goo.gl/HwFUE >
L. A. VELLOSO O tecido adiposo marrom em humanos - conexões funcionais com o hipotálamo. Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Ciências Médicas. 2012. Disponível em: < http://goo.gl/4mDl1>
M. H. Fonseca-Alaniz, J. Takada, M. I. C. Alonso-Vale, F. B. Lima. O tecido adiposo como órgão endócrino: da teoria à prática. J. pediatr. 2007. Disponível em: < http://goo.gl/vrzy7 >
















A boa nutrição no esporte é capaz de promover vários benefícios. Não apenas melhorando o rendimento esportivo como também o estado de saúde de quem pratica exercícios físicos.
































































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