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terça-feira, 17 de maio de 2011

O “mau colesterol” não é tão ruim quanto as pessoas imaginam.

O colesterol é uma gordura essencial para o organismo. E é encontrada em todos os seres humanos sendo um tipo de gordura comum em nosso corpo. A maioria do colesterol que possuimos, em média 70% é fabricado pelo nosso próprio corpo, sintetizados no fígado. Apenas 30% são provenientes da alimentação.
Ele é necessário para a construção e manutenção das membranas que revestem todas as células do nosso corpo, é importante para o metabolismo das vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, K, E e D), participa da fabricação da bílis e formação de vários hormônios.

O chamado “colesterol ruim” - lipoproteína de baixa densidade comumente chamado de LDL - pode não ser tão ruim. Não deveriamos taxar o coitado de o “Darth Vader” da saúde.

O LDL é quase sempre referido como o “mau” colesterol porque tende a acumular nas paredes das artérias, causando uma desaceleração do fluxo de sangue que, muitas vezes leva a ataques do coração e a doenças cardíacas. Já seu irmão HDL, normalmente chamado de colesterol “bom”, pois, muitas vezes, ajuda a remover o colesterol das artérias.

Acontece que, o LDL serve a um propósito muito útil. Ele atua como um sinalizador de que algo está errado em nosso corpo, tal qual um sinal de alerta. Ele faz seu trabalho da forma como se propoe.

As pessoas costumam dizer, “Eu quero me livrar de todo o meu colesterol ruim”, mas acontece que, se elas o fizerem, ião morrer. Todos precisamos dse uma certa quantia de LDL e HDL no corpo. Precisa-se acabar com essa ideia de que o LDL é o vilão. Ele é tão fundamental quanto o HDL. Precisamos que ele faça o seu trabalho para o bem de nossa saúde.

Um estudo recente, examinou 52 adultos com idades entre 60 a 69 anos que saudáveis, mas não fisicamente ativos. Após um período de treinos bastante vigorosos, os participantes que ganharam mais massa muscular também apresentaram níveis mais elevados de LDL. Um resultado muito inesperado. Conclusão, para que haja um aumento de massa muscular, é necessário uma maior quantidade de colesterol. Se lembram que ele participa da formação de hormônios? E o que é a testosterona senão um hormônio à base de colesterol? Não há dúvidas de que precisamos ter colesterol.

Imaginem os idosos vítima de sarcopenia (situação comum com o avançar da idade). Há uma perda muscular devido ao envelhecimento. O normal é uma taxa de perda de 5% por década após a idade de 40 anos. Considerando que a força física de cada um é derivada da quantidade de massa muscular que se tem, esta perda é sim motivo de preocupação. Após 60 anos de idade, a prevalência de moderada a severa sarcopenia é encontrada em cerca de 65% de todos os homens e cerca de 30% de todas as mulheres, tornando-os menos ativos, incapacitados de realizar atividades comuns e aumentando a prevalência de doenças.

O LDL serve como um lembrete de que algo está errado e precisamos descobrir o que é. O que pode ser? Fumo? É dieta? É a falta de exercício? O LDL desempenha um papel muito útil, faz o trabalho que se propoe fazer, e precisamos parar de pensar nele como "mau" colesterol porque ele não é totalmente ruim. O que precisamos ter em mente é o controle. Manter as taxas em controle, fazer atividade física diária e uma alimentação equilibrada para que possamos aproveitar a vida.

Referências:
Texas A&M University (2011, May 8). 'Bad' cholesterol not as bad as people think, study shows. ScienceDaily. Retrieved May 17, 2011

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