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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Componentes do Jack3d

Febre nas academias nos dias de hoje, o suplemento importado Jack3d possui vários componentes que muitas vezes não são levados em consideração por muitos usuários do produto.
É um suplemento importado, muitas vezes adquirido no "mercado negro", já que é praticamente impossível a ANVISA liberar seu comércio no Brasil.

Se você já ouviu falar, ou ainda não o conhece, leia estas informações sobre seus componentes e conheça melhor este produto.

JACK3D é um suplemento pré-treino, de atividade intensa, capaz de melhorar a adaptação ao treinamento, com aumento de força e número de repetições.

Componentes:
1,3-Dimethylamylamine: Basicamente é um extrato ou óleo da planta gerânio. Este composto supostamente imita os efeitos da adrenalina em doses pequenas. No momento é legal na maioria dos lugares, mas devido a algumas má imprensões e falta de estudos abrangentes pode ser considerado ilegal pela FDA, no futuro. É mais utilizado por praticantes de musculação por causa de seus efeitos estimulantes. Em conjunto com outras ervas que tem sido conhecido para induzir euforia e geral e sensação de bem estar. Em doses controladas de 45-50mg, pode produzir o efeito termogênico e apresenta segurança se usado corretamente. Mas, como qualquer outro estimulante e consumo excessivo pode ser prejudicial.
A Dimetilamilamina, também conhecida como Metilhexanamina, é uma amina alifática e um vasoconstritor utilizado como descongestionante nasal.
Apesar de classificada como suplemento alimentar nos Estados Unidos, foi incluída pela Agência Mundial Antidoping em 2009 em sua lista de substâncias dopantes. Também por este motivo, não é comercializada nos Brasil.
Em abril de 1971, Eli Lilly and Company registrou metilhexanamina sob o nome comercial Forthane para uso potencial como um descongestionante nasal. Mas atualmente não é mais produzido com este fim. Em 2006, Patrick Arnold reintroduziu metilhexanamina no mercado como um suplemento dietético, após a proibição definitiva de efedrina como suplemento dietético nos Estados Unidos em 2005. Arnold introduziu-a sob a marca registrada Geranamine, um nome criado por sua empresa, Proviant Technologies.
Apesar de criado por Eli Lilly para ser utilizado como um descongestionante nasal, metilhexanamina é comercializada por algumas empresas como suplemento dietético em combinação com cafeína e outros ingredientes, com nomes comerciais como Geranamine, Floradrene e Jack3d, para ser utilizado como termogênico ou estimulante . metilhexanamina não foi estudada intensivamente quanto a seu perfil farmacológico e não foi avaliada desde Eli Lilly apresentou sua patente em 1944, afirmando que os efeitos estimulantes sobre o sistema nervoso são menos intensos do que os compostos derivados de anfetamina e efedrina. Apesar de não ser derivado de anfetaminas e efedrina, metilhexanamina possui grande semelhança química com estes compostos possuindo modo de ação similar.
Nos EUA, metilhexanamina é classificada como um suplemento alimentar sob a Dietary Health Supplement Education Act de 1994. Por ser um componente do óleo de Pelargonium graveolens , que é aprovado para uso em alimentos, metilhexanamina compõe 0,66-1% do óleo de gerânio.
Mesmo a metilhexanamina sintética é compatível com a lei FDA, e Dietary Health Supplement Education Act de 1994, pois esta lei permite a síntese de compostos originalmente encontrados em fontes alimentares.

Schizandrol A: Schizandrol A, também escrito Shizandrol A, é um componente dos frutos secos, da planta Schizandra chinesis. Estudos descobriram que schizandrol é capaz de inibir o sistema nervoso central, enquanto eleva os níveis de dopamina e DOPAC. Melhorando o humor, especialmente quando combinado algum estimulante do sistema nervoso, tal como a cafeína ou 1,3-Dimetilamilamina, por isso, também pode ser utilizado no tratamento de transtornos de comportamento, ansiedade e depressão.

Metilxantinas: Metilxantinas são alcalóides com alto poder estimulador do sistema nervoso central, encontradas principalmente no café, chá e cacau.

Beta-Alanina: Beta-Alanina é um aminoácido não-essencial e é o única forma natural de beta-aminoácido. Não deve ser confundido com alanina regular, beta-alanina é classificada como um aminoácido não-proteinogénicos, já que não foi concebido para ser usado na construção das proteínas. As maiores fontes alimentares naturais de beta-alanina são alimentos ricos em proteínas como frango, carne bovina, suína e peixes. É predominantemente através da ingestão de um dipeptídeo chamado carnosina que nós ingerimos a beta-alanina. No entanto, a obtenção de beta-alanina por esses dipeptídeos não é a única maneira. Nosso corpo pode sintetiza-lo no fígado e também pode ser ingerido através de suplementação direta.
Quando fazemos exercícios, especialmente exercícios de alta intensidade, nosso corpo acumula uma grande quantidade de íons de hidrogênio (H +), fazendo com que o pH múscular caia (se tornam mais ácidos). Em poucas palavras, H + em excesso, diminui a força e causa a fadiga mais rápido.
O uso de  3,2 g a 6,4 g por dia de beta-alanina pode aumentar significativamente os níveis de carnosina (carnosina é um precursor poderoso da enzima óxido nítrico sintase, um grupo de enzimas necessárias para a produção do óxido nítrico) e melhorar o desempenho. A pesquisa mais recente, mostra que 4 a 5 g por dia, apresentam concentração de carnosina e melhorias de desempenho comparáveis à aqueles que utilizam 6,4 g por dia. Sugere-se o uso de 4 g de beta-alanina por dia, com uma fase de carga opcional duas semanas de 6 g por dia durante o primeiro mês de uso. Benefícios de desempenho normalmente ocorrem em menos de duas semanas, embora alguns indivíduos notem benefícios dentro de uma semana.

Creatina Monoidratada: A creatina não é uma vitamina, mineral, erva ou hormônio. É um derivado de aminoácidos que ocorre naturalmente em nosso corpo. A maioria da creatina (95%) situa-se nos músculos, e os 5% restantes estão no cérebro, coração e testículos. Nós adquirimos a maior parte da creatina através do consumo de proteínas (carnes e peixes, bem como os produtos lácteos, ovos, nozes e sementes). A creatina é um dos suplementos mais pesquisados em todo o mundo e um dos seus maiores mitos está relacionado com uma possível sobrecarga renal. No entanto, em uma revisão de literatura dos 25 anos de estudos científicos realizados com a creatina, apenas dois relatos de problemas renais, e estes dois relatos estavam vinculados à portadores de doença renal. Em julho de 2010, a ANVISA, órgão brasileiro responsável pela regulamentação de medicamentos e suplementos, reconheceu os benefícios da creatina com relação à seu uso na nutrição esportiva. A creatina também não está entre as substâncias proibidas pelo Comitê Olímpico Internacional.

Arginina: A L-arginina é um dos aminoácidos codificados pelo código genético, sendo portanto um dos componentes das proteínas dos seres vivos. Em mamíferos, a L-arginina pode ou não ser considerada como aminoácido essencial dependendo do estágio do desenvolvimento do indivíduo ou do seu estado de saúde.
É encontrado em vários alimentos, principalmente os protéicos como aves, peixes e laticínios. Uma daas utilidades da L-arginina no corpo é a síntese de  óxido nítrico que provoca constrição dos vasos sanguíneos aumentando o fluxo de sangue, sendo assim utilizado no tratamento  de algumas doenças como a insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão, claudicação intermitente e disfunção erétil.
L-arginina também estimula a liberação de hormônio do crescimento, insulina e outras substâncias no corpo. L-arginina pode causar alguns efeitos colaterais como dor abdominal, distensão abdominal, diarréia, gota, anormalidades sangüíneas, alergias, inflamação das vias aéreas, agravamento de asma e pressão arterial baixa.

Alfa-cetoglutarato: O ácido alfa-cetoglutárico é um dos dois derivados cetona do ácido glutárico. O ácido alfa-cetoglutárico é vendido como suplemento nutricional sob a designação AKG ou a-KG. Normalmente ligado à arginina ou ornitina. Uma das suas funções inclui a síntese de ácido glutâmico e depois glutamina através da incorporação de amónia. Arginina alfa-cetoglutarato, ou AAKG, é uma combinação do aminoácido arginina com uma molécula de ácido alfa-cetoglutárico anexado. Os benefícios da arginina alfa cetoglutarato são quase o mesmo que os da arginina. Atualmente existem provas científicas, porém, não conclusivas destes supostos benefícios.

Agora que você já conhece melhor o produto, pense bem sobre suas condições físicas e de saúde para avaliar se vale a pena utilizá-lo. Se você já é usuário, compartilhe seu relato com outros em nossa caixa de comentários.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Falando um pouco mais sobre dietas de restrição de carboidratos

Ontem, depois que eu escrevi meu post, resolvi pesquisar um pouco mais sobre o assunto e acabei me deparando com novas velhas informação que eu ainda não havia lido.
Ontem eu comentei sobre um estudo apresentado no 93º encontro anual da Sociedade Endocrinológica Americana, mas já em seu 92º encontro anual, foi apresentado outro estudo que apresentava já fatos à favor da redução de carboidratos na dieta pró-emagrecimento.

O Dr. Raymond Plodkowski, MD, chefe de endocrinologia, nutrição e metabolismo da Escola de Medicina da Universidade de Nevada, afirmou em seu estudo que mulheres obesas com resistência à insulina perdem mais peso, depois de uns três meses com uma dieta pobre em carboidratos quando comparadas com uma dieta tradicional pobre em gordura contendo o mesmo número de calorias totais.

Pessoas que possuem resistência à insulina, metabolizam os carboidratos de forma anormal, podendo afetar diretamente a taxa de perda de peso. Ela pode estar relacionada ao diabetes, dislipidemia, doenças cardiovasculares, hipertensão, e outros distúrbios. A insulina estimula o mecanismo de captação de glicose pelas células dos tecidos, mas quando há resistência à ela, a ação deste hormônio é prejudicada e os tecidos não recebem glicose normalmente. Para compensar, o pâncreas passa, então, a produzir maiores quantidades de insulina, promovendo uma situação de excesso deste dela no plasma.

Como sabemos, o excesso de glicose é muito perigoso para todos, assim, um método prático para o corpo consumir este excesso de glicose é transformá-la em gordura e estocar para se utiliar em outro momento. Na situação onde há excesso de insulina é justamente isso que acontece. Simplificando: Insulina demais = Gordura demais.

No estudo do Dr. Plodkowski, que mulheres obesas com resistência à insulina foram separadas em dois grupos homogêneos e foram oferecidas duas dietas para redução de peso. Ambas continham o mesmo valor calórico. Uma tradicional com 60% de carboidratos, 20% de proteínas e 20% de gorduras, e outra pobre em carboidratos contendo 45% de carboidratos, 20% de proteínas e 35% de gorduras. No fim, todo mundo que participou perdeu peso, mas aquelas que consumiram a refeição contendo menos carboidratos emagreceram cerca de 21% à mais.

A meu ver, 20% é um valor consideravel, pois todas apresentavam níveis altos de insulina como complicador. Não foi dito nada sobre atividade física ou outros recursos capazes de aumentar o gasto energético. Assim, pode se considerar que este efeito é bem interessante.
Como disse ontem, quando se tem fundamento científico, você pode ver que muitas dietas vistas com preconceito, podem sim funcionar e promover bons resultados. Estudem que vocês irão descobrir muita coisa boa por aí.

Referência:
The Endocrine Society. "Cutting carbs is more effective than low-fat diet for insulin-resistant women, study finds." ScienceDaily, 21 Jun. 2010.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Modere nos carboidratos e elimine mais gordura

Recentemente me perguntaram se eu era um defensor das dietas de proteínas. Longe de mim ser um defensor desta ou daquela dieta. Pelo contrário, não sou destes que segue apenas uma linha de raciocínio tornando-me xiita e acreditando que somente aquele saber é o correto e todo o conhecimento produzido por outros estudos deve ser refutado.

Sempre que surgem novas dietas, e linhas de dietas, procuro conhecer e entender de onde tiraram aquela ideia. Se vejo fundamento, me aprofundo pois, pode ser útil para a dinâmica no consultório. E assim, sempre baseado em estudos científicos sérios, vou desenvolvendo minha conduta nutricional com meus pacientes.

Existem muitos estudos científicos que mostram a eficácia da redução dos carboidratos na dieta quando se  deseja eliminar gordura corporal. Recentemente, li um estudo que gostei muito. Ele mostra que uma leve redução da porcentagem de carboidratos da dieta, e sem necessidade de aumentar proteínas, como pensariam os que excomungam dietas hiperprotéicas como Atkins e South Beach, promove uma boa redução de gordura abdominal.

Esta afirmação foi feita pela professora de Ciências da Nutrição da Universidade do Alabama, PhD. Barbara Gower e apresentada na última semana no The Endocrine Society's 93rd Annual Meeting em Boston.

A gordura da região abdominal é mais dificil de ser mobilizada. É a chamada gordura visceral, pois tem como uma de suas funções, proteger as vísceras (rins, pâncreas, fígado e intestinos). Portanto, em um processo para reduzir gordura, é muito provável que o corpo tente segurar o máximo possível de gordura visceral e opte por utilizar como fonte de energia outras reservas. Por isso, muitas vezes os pacientes percebem que perderam peso e medidas, mas ainda possuem uma “barriguinha saliente”. É normal ter uma camada de gordura abdominal, praticamente todos tem. O problema é quando se tem excesso de gordura nesta região. Este excesso é indicador de risco para o desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, obesidade, doenças cardíacas e síndrome metabólica.

No estudo da Dra. Barbara Gower, pessoas com excesso de gordura, receberam dois tipos diferentes de dietas. Um grupo recebeu uma dieta padrão com pouca quantidade de gordura e 1000 calorias distribuidas em 55% de carboidratos, 27% de gorduras e 18% de proteínas. E um segundo grupo recebeu uma dieta com uma redução leve de carboidratos. As mesmas 1000 calorias foram distribuidas em 43% de carboidratos, 39% de gorduras e 18% de proteínas. Após um tempo, foram realizados exames de DEXA para estimar a quantidade de gordura abdominal dos participantes.

Os resultados foram os seguintes: aqueles cuja dieta foi reduzida em carboidratos, tiveram, em média, 11% menos gordura visceral quando comparados com aqueles que receberam a dieta padrão. Com relação à perda de peso total, as duas dietas promoveram a perda, mas a dieta com redução de carboidratos, promoveu uma perda 4% maior na quantidade total de gordura corporal. E detalhe, sem aumentar a quantidade protéica da dieta. Ou seja, restrição seletiva de carboidratos.

Pode parecer pouco para alguns, mas esta modificação simples pode ajudar a reduzir muito o risco de desenvolver diabetes tipo 2, doença arterial coronariana e acidente vascular cerebral.

Portanto, perder gordura não é fácil. Quando não se tem informações confiáveis, complica mais ainda. Não acredite em qualquer dieta, procure sempre conhecer como elas funcionam para não embarcar em uma canoa furada. Quando se tem fundamento científico, você pode ver que muitas dietas vistas com preconceito, podem sim funcionar e promover bons resultados. Busquem ajuda.
Referência:  
The Endocrine Society (2011, June 24). Cut down on 'carbs' to reduce body fat, study authors say. ScienceDaily. Retrieved June 28, 2011.

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