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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Informações sobre o Óleo de Cártamo


O que é óleo de cártamo?
O óleo de cártamo tem suas origens na Índia. Carthamus tinctorius é uma planta que tem sido tradicionalmente usada como corante alimentar. Na verdade, trata-se de um tipo de açafrão utilizado para dar cor e sabor aos ensopados. 
Embora seus primeiros usos conhecidos se baseavam nas flores, atualmente são as sementes seu principal produto, a partir das quais é extraído  um óleo vegetal comestível, vendido em farmácias, em cápsulas gelatinosas, devido suas muitas propriedades. 
Alem disto, é utilizado pela indústria de cosméticos na produção de sabonetes a base de óleo e óleos para massagens mais sofisticados. Também é usado na indústria de tintas, como alimento para aves e para a produção de essências aromáticas. A planta é cultivada no México, EUA, China, mas seu maior produtor é a Índia.

Tipos de óleo de cártamo
O óleo de cártamo é extraído das sementes da planta através de um processo muito semelhante ao azeite de oliva. Existem dois tipos de óleo de cártamo, que diferem pela quantidade de gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas que ele contém. Isto é, a diferença entre os dois tipos de óleo só pode ser determinada em laboratório.
Aqueles que possuem alta porcentagem de ácidos monoinsaturados têm um alto teor de ácido oléico, já os ricos em ácidos poliinsaturados contêm grandes quantidades de ácido linoléico. 

Efeitos do óleo de cártamo
Óleo de cártamo pode ser consumido como um complemento nutricional em cápsulas ou em sua forma líquida. Em um estudo realizado pela The Ohio State University os participantes receberam suplementos contendo 8g/dia de óleo de cártamo durante 16 semanas, divididos em doses de dois comprimidos antes de cada refeição e antes de deitar. Seus participantes diminuiram em 6,3% a quantidade de godura da região abdominal e, aumentaram em 1,6% a massa magra total. 

Teoria da Perda de Peso com óleo de cártamo
Os pesquisadores da The Ohio State University especulam que o consumo de óleo de cártamo aumenta a produção do hormônio adiponectina, que por sua vez pode promover uma “queima de gordura” mais rápida e eficiente.

Outros benefícios do óleo de cártamo
Óleo de cártamo pode também melhorar os níveis de glicemia de jejum e hemoglobina glicada em diabéticos, melhorar a sensibilidade à insulina e, pode também, ajudar a diminuir o risco de doença cardíaca, aumentando os níveis de HDL-colesterol.

Como vimos, o óleo de cártamo é um produto que apresenta várias promessas e precisa ainda de muita pesquisa cietífica para nos fornecer mais garantias de sua eficácia. O hipótese de “poder promover” uma melhor utilização de gordura como fonte de energia nos deixa entusiasmados com as possibilidades futuras à medida em que mais estudos vão sendo realizados.

Referências:
NORRIS LE, COLLENE AL, ASP ML, HSU JC, LIU LF, RICHARDSON JR, et al. Comparison of dietary conjugated linoleic acid with safflower oil on body composition in obese postmenopausal women with type 2 diabetes mellitus. Am J Clin Nutr. 2009;90(3):468-76.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Nutrição e recuperação para nadadores



No último Pan, realizado há quatro anos, no Rio, a natação se tornou a modalidade que conquistou o maior número de medalhas para o Brasil, e de lá pra cá, muita coisa mudou nesta modalidade no país. Passamos a ser referência mundial e produzir grandes atletas. Inclusive o melhor do mundo. Agora em Guadalajara, nossos nadadores já subiram três vezes ao pódio no Centro Aquático Scotiabank, e durante as provas, dois recordes foram quebrados.

A natação é um esporte que beneficia o corpo como um todo! É uma atividade saudável que pode ser continuada por toda a vida, e seus benefícios à saúde são para toda a vida. Ela utiliza praticamente todos os músculos do corpo e pode desenvolver a força geral de um nadador, aptidão e resistência cardiovascular. É uma atividade com alto consumo calórico. Você pode queimar cerca de 500 calorias por hora quando você nada. E, se você não quer perder peso ou reduzir seu desempenho, precisa realizar um bom suporte nutricional.

A fonte primária de combustível para a maioria dos nadadores durante o treinamento são os carboidratos. Durante provas natação de alta intensidade, os carboidratos de uso primário estão presentes na forma de glicogênio, a forma de armazenamento de carboidratos do organismo. Com o tempo,  o glicogênio vai sendo utilizado, e precisa ser substituído para evitar o total esgotamento. Caso os depósitos de glicogênio fiquem muito baixos, e a demanda de energia ainda permaneça alta, como último recurso o corpo começa a utilizar, também, proteínas como fonte de energia. Esta proteína vem, geralmente, na forma de proteína muscular. É facilmente perceptível quando há degradação protéica, na ausência da reposição de carboidratos, devido ao excesso de rupturas do tecido muscular que acabam, como consequência, em lesões. Rupturas no tecido muscular, quando controladas são benéficas e são o resultado normal do exercício realizado (e uma parte importante do estímulo de adaptação durante o treinamento). Também é fácil perceber quando a recuperação nutricional não foi bem realizada através de alguns sintomas como: 

  • Queixas de "braços e pernas de chumbo" e/ou "não pode se manter em pé"
  • Frequência cardíaca elevada em repouso
  • Menor pico de lactato após a corrida
  • Recuperação de lactato mais lenta
  • Sensação de fadiga constante

Uma recuperação nutricional eficaz mantém a energia e limites de degradação dos tecidos, especialmente durante períodos de treinamento de alto volume e alta intensidade, e ambos, carboidratos e proteínas, são essenciais no planejamento desta reposição. Um dos fatores chave que se deve ter em mente para maximizar a reposição de glicogênio é a "Janela da Oportunidade". Aquele período logo que termina a última série de exercícios e que dura cerca de duas horas. Este é o período principal onde se deve realizar a melhor qualidade possível de reposição. Assim, as maneiras mais eficazes de aproveitar ao máximo o seu tempo de recuperação e maximizar a adaptação ao treinamento são:

  • Iniciar o processo de reabastecimento durante a prática se seu treino durar mais de uma hora.
  • Coma um lanche substancial contendo carboidratos integrais e algumas proteínas imediatamente após a prática esportiva ou, no máximo, dentro de 20-30 minutos após terminar seu treino.
  • Se o seu treinamento estiver muito pesado, adicione um outro mini-lanche pós-treino entre 45-60 mais tarde.
  • Comer uma refeição principal dentro de 2 horas após terminar o treino.
  • Durante provas, comer uma refeição rica em carboidratos e moderada em proteínas imediatamente após a sua prova e eliminatórias, imediatamente após a sua corrida final, e, em seguida, novamente após o termino.
  • Considere 1,2 a 1,5 g de carboidratos e .25 a .4 g ou proteína por kg de peso corporal.
  • Inclua todas as fontes de carboidratos, como frutas e sucos, leites, iogurtes, pães, cereais, etc.
  • Inclua várias fontes de proteína, como carne, leites, iogurtes, cereais, legumes, etc.
  • Incluir líquidos para repor os líquidos perdidos.
  • Caso se sinta mais confortável, utilize suplementos proteicos e de carboidratos.

Durante este tempo, seu corpo vai se adaptar e ficar mais forte, mas somente se puder contar com os combustíveis certos na medida certa. Para muitos nadadores, garantir uma boa nutrição é como um martírio alimentar! Mas não devemos olhar por este lado. Não é apenas o objetivo de repor o glicogênio, mas também garantir um elevado nível de circulação de proteínas, vitaminas e minerais e combater a degradação dos tecidos durante os subsequentes treinamentos dentro d’água e períodos de recuperação, além de manter a hidratação e otimizar a eficiência metabólica (a maneira elegante de dizer que a água permite que o corpo acesse os nutrientes de que necessita, na hora que precisa deles).

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Componentes do Jack3d

Febre nas academias nos dias de hoje, o suplemento importado Jack3d possui vários componentes que muitas vezes não são levados em consideração por muitos usuários do produto.
É um suplemento importado, muitas vezes adquirido no "mercado negro", já que é praticamente impossível a ANVISA liberar seu comércio no Brasil.

Se você já ouviu falar, ou ainda não o conhece, leia estas informações sobre seus componentes e conheça melhor este produto.

JACK3D é um suplemento pré-treino, de atividade intensa, capaz de melhorar a adaptação ao treinamento, com aumento de força e número de repetições.

Componentes:
1,3-Dimethylamylamine: Basicamente é um extrato ou óleo da planta gerânio. Este composto supostamente imita os efeitos da adrenalina em doses pequenas. No momento é legal na maioria dos lugares, mas devido a algumas má imprensões e falta de estudos abrangentes pode ser considerado ilegal pela FDA, no futuro. É mais utilizado por praticantes de musculação por causa de seus efeitos estimulantes. Em conjunto com outras ervas que tem sido conhecido para induzir euforia e geral e sensação de bem estar. Em doses controladas de 45-50mg, pode produzir o efeito termogênico e apresenta segurança se usado corretamente. Mas, como qualquer outro estimulante e consumo excessivo pode ser prejudicial.
A Dimetilamilamina, também conhecida como Metilhexanamina, é uma amina alifática e um vasoconstritor utilizado como descongestionante nasal.
Apesar de classificada como suplemento alimentar nos Estados Unidos, foi incluída pela Agência Mundial Antidoping em 2009 em sua lista de substâncias dopantes. Também por este motivo, não é comercializada nos Brasil.
Em abril de 1971, Eli Lilly and Company registrou metilhexanamina sob o nome comercial Forthane para uso potencial como um descongestionante nasal. Mas atualmente não é mais produzido com este fim. Em 2006, Patrick Arnold reintroduziu metilhexanamina no mercado como um suplemento dietético, após a proibição definitiva de efedrina como suplemento dietético nos Estados Unidos em 2005. Arnold introduziu-a sob a marca registrada Geranamine, um nome criado por sua empresa, Proviant Technologies.
Apesar de criado por Eli Lilly para ser utilizado como um descongestionante nasal, metilhexanamina é comercializada por algumas empresas como suplemento dietético em combinação com cafeína e outros ingredientes, com nomes comerciais como Geranamine, Floradrene e Jack3d, para ser utilizado como termogênico ou estimulante . metilhexanamina não foi estudada intensivamente quanto a seu perfil farmacológico e não foi avaliada desde Eli Lilly apresentou sua patente em 1944, afirmando que os efeitos estimulantes sobre o sistema nervoso são menos intensos do que os compostos derivados de anfetamina e efedrina. Apesar de não ser derivado de anfetaminas e efedrina, metilhexanamina possui grande semelhança química com estes compostos possuindo modo de ação similar.
Nos EUA, metilhexanamina é classificada como um suplemento alimentar sob a Dietary Health Supplement Education Act de 1994. Por ser um componente do óleo de Pelargonium graveolens , que é aprovado para uso em alimentos, metilhexanamina compõe 0,66-1% do óleo de gerânio.
Mesmo a metilhexanamina sintética é compatível com a lei FDA, e Dietary Health Supplement Education Act de 1994, pois esta lei permite a síntese de compostos originalmente encontrados em fontes alimentares.

Schizandrol A: Schizandrol A, também escrito Shizandrol A, é um componente dos frutos secos, da planta Schizandra chinesis. Estudos descobriram que schizandrol é capaz de inibir o sistema nervoso central, enquanto eleva os níveis de dopamina e DOPAC. Melhorando o humor, especialmente quando combinado algum estimulante do sistema nervoso, tal como a cafeína ou 1,3-Dimetilamilamina, por isso, também pode ser utilizado no tratamento de transtornos de comportamento, ansiedade e depressão.

Metilxantinas: Metilxantinas são alcalóides com alto poder estimulador do sistema nervoso central, encontradas principalmente no café, chá e cacau.

Beta-Alanina: Beta-Alanina é um aminoácido não-essencial e é o única forma natural de beta-aminoácido. Não deve ser confundido com alanina regular, beta-alanina é classificada como um aminoácido não-proteinogénicos, já que não foi concebido para ser usado na construção das proteínas. As maiores fontes alimentares naturais de beta-alanina são alimentos ricos em proteínas como frango, carne bovina, suína e peixes. É predominantemente através da ingestão de um dipeptídeo chamado carnosina que nós ingerimos a beta-alanina. No entanto, a obtenção de beta-alanina por esses dipeptídeos não é a única maneira. Nosso corpo pode sintetiza-lo no fígado e também pode ser ingerido através de suplementação direta.
Quando fazemos exercícios, especialmente exercícios de alta intensidade, nosso corpo acumula uma grande quantidade de íons de hidrogênio (H +), fazendo com que o pH múscular caia (se tornam mais ácidos). Em poucas palavras, H + em excesso, diminui a força e causa a fadiga mais rápido.
O uso de  3,2 g a 6,4 g por dia de beta-alanina pode aumentar significativamente os níveis de carnosina (carnosina é um precursor poderoso da enzima óxido nítrico sintase, um grupo de enzimas necessárias para a produção do óxido nítrico) e melhorar o desempenho. A pesquisa mais recente, mostra que 4 a 5 g por dia, apresentam concentração de carnosina e melhorias de desempenho comparáveis à aqueles que utilizam 6,4 g por dia. Sugere-se o uso de 4 g de beta-alanina por dia, com uma fase de carga opcional duas semanas de 6 g por dia durante o primeiro mês de uso. Benefícios de desempenho normalmente ocorrem em menos de duas semanas, embora alguns indivíduos notem benefícios dentro de uma semana.

Creatina Monoidratada: A creatina não é uma vitamina, mineral, erva ou hormônio. É um derivado de aminoácidos que ocorre naturalmente em nosso corpo. A maioria da creatina (95%) situa-se nos músculos, e os 5% restantes estão no cérebro, coração e testículos. Nós adquirimos a maior parte da creatina através do consumo de proteínas (carnes e peixes, bem como os produtos lácteos, ovos, nozes e sementes). A creatina é um dos suplementos mais pesquisados em todo o mundo e um dos seus maiores mitos está relacionado com uma possível sobrecarga renal. No entanto, em uma revisão de literatura dos 25 anos de estudos científicos realizados com a creatina, apenas dois relatos de problemas renais, e estes dois relatos estavam vinculados à portadores de doença renal. Em julho de 2010, a ANVISA, órgão brasileiro responsável pela regulamentação de medicamentos e suplementos, reconheceu os benefícios da creatina com relação à seu uso na nutrição esportiva. A creatina também não está entre as substâncias proibidas pelo Comitê Olímpico Internacional.

Arginina: A L-arginina é um dos aminoácidos codificados pelo código genético, sendo portanto um dos componentes das proteínas dos seres vivos. Em mamíferos, a L-arginina pode ou não ser considerada como aminoácido essencial dependendo do estágio do desenvolvimento do indivíduo ou do seu estado de saúde.
É encontrado em vários alimentos, principalmente os protéicos como aves, peixes e laticínios. Uma daas utilidades da L-arginina no corpo é a síntese de  óxido nítrico que provoca constrição dos vasos sanguíneos aumentando o fluxo de sangue, sendo assim utilizado no tratamento  de algumas doenças como a insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão, claudicação intermitente e disfunção erétil.
L-arginina também estimula a liberação de hormônio do crescimento, insulina e outras substâncias no corpo. L-arginina pode causar alguns efeitos colaterais como dor abdominal, distensão abdominal, diarréia, gota, anormalidades sangüíneas, alergias, inflamação das vias aéreas, agravamento de asma e pressão arterial baixa.

Alfa-cetoglutarato: O ácido alfa-cetoglutárico é um dos dois derivados cetona do ácido glutárico. O ácido alfa-cetoglutárico é vendido como suplemento nutricional sob a designação AKG ou a-KG. Normalmente ligado à arginina ou ornitina. Uma das suas funções inclui a síntese de ácido glutâmico e depois glutamina através da incorporação de amónia. Arginina alfa-cetoglutarato, ou AAKG, é uma combinação do aminoácido arginina com uma molécula de ácido alfa-cetoglutárico anexado. Os benefícios da arginina alfa cetoglutarato são quase o mesmo que os da arginina. Atualmente existem provas científicas, porém, não conclusivas destes supostos benefícios.

Agora que você já conhece melhor o produto, pense bem sobre suas condições físicas e de saúde para avaliar se vale a pena utilizá-lo. Se você já é usuário, compartilhe seu relato com outros em nossa caixa de comentários.

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