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terça-feira, 5 de junho de 2012

Benefícios da banana para o atleta.

Se eu pudesse recomendar apenas um alimento para compor a dieta de um atleta, com certeza a resposta seria banana. Esta fruta é uma das melhores opções que se pode escolher para o pré e pós-treino, visto que é uma excelente fonte de carboidratos, minerais, vitaminas e antioxidantes, todos distribuidos de forma equilibrada e conscistente.

Para a refeição pré-treino, ela é ótima, visto que possui uma quantidade satisfatoria de carboidratos, entre 25 a 50g, sendo uma mescla de três tipos diferentes, sacarose, frutose e glicose, ou seja, apresenta tanto carboidratos simples quanto complexos, com tempos de absorção e liberação diferentes, tão bom quanto muitos produtos pré-treinos caros que temos no mercado.

O exercício intenso é responsável por esgotar os estoques de glicogênio e, nós especialistas recomendamos sempre uma reposição pós-exercício à fim de promover uma recuperação eficiente destes estoques. Normalmente a recomendação é algum tipo de bebida esportiva carboidratada. Mas o que seria melhor, uma bebida energética ou a banana? Pesquisadores da Appalachian State University's Human Performance Lab in the Kannapolis, na Carolina do Norte, publicaram um artigo interessante, no ultimo dia 17 de maio, que responde esta pergunta.

Eles compararam o efeito agudo da ingestão de bananas versus uma bebida carboidratada à 6% em 75 km de ciclismo no desempenho pós-exercício, estresse oxidativo e função imune inata dos ciclistas e perceberam que não só o desempenho foi o mesmo, quer bananas ou bebidas esportivas, mas há várias vantagens em consumir bananas. Elas fornecem aos ciclistas antioxidantes que não são encontrados nas bebidas esportivas, bem como uma maior quantidade de nutrientes, incluindo potássio, fibras e vitamina B6.
Estas vitaminas e os demais nutrientes encontrados na banana atuam no seu sistema nervoso central, melhoransdo o desempenho e recuperação muscular. Potássio, previne cãibras musculares; vitamina C e manganês ajudam a prevenir doenças cardíacas e acidente vascular cerebral, além de ajudar a construir ossos, músculos, tendões e ligamentos mais fortes.

Sugestão Pré-treino: 1 banana de tamanho médio, 30 minutos antes do treino ou jogo.
Sugestão Pós-treino: 1 banana grande ou 2 médias com duas colheres de sopa de manteiga de amendoim ou Nutela.

Quem quiser conhecer mais detalhes relativos ao estudo, baixe o artigo em pdf em: http://goo.gl/9utd1

Referências:
D. C. NIEMAN, N. D. GILLITT, D. A. HENSON, W. SHA, R. A. SHANELY, A. M. KNAB, L. CIALDELLA-KAM, F. JIN.  Jin. Bananas as an Energy Source during Exercise: A Metabolomics Approach. PLoS ONE, 2012.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Waxy Maize – Amido de milho ceroso

Estava lendo sobre novos suplementos e acabei encontrando este artigo escrito pelo David Barr. A hora me interessei por ele, pois se tratava de um suplemento pouco comum ainda, mas que vem chegando com força e substituindo gradualmente o uso de maltodextrina e dextrose. Trata-se do WAXY MAIZE.

Para quem não conhece, Waxy Maize (WMS) é um tipo de amido de milho rico em amilopectina, uma macromolécula ramificada de aproximadamente 1400 resíduos de α-glicose conectados.

As empresas de suplementos tem comercializado o WMS com a alegação de que ele repõe os níveis de glicogênio mais rápido do que outras fontes de carboidratos em uma taxa de 70%, insinuado que o mesmo seria a melhor opção de reposição de glicogênio muscular. Cheguei a receber vários representantes de empresas aqui no consultório que me trouxeram amostras e fizeram as mesmas alegações. Testei comigo e aprovei todos os quesitos, incluindo diluição e sabor. Mas ainda não havia tido a oportunidade de avaliar com mais cuidado, até que li o artigo do David Barr e me vi convencido a ponto de não sentir nem necessidade de eu mesmo analisar, bastando apenas transcrever as palavras dele.

A experiência de David Barr em pesquisa inclui trabalhos para a NASA no Centro Espacial Johnson, assim como estudos relativos ao efeito do consumo de proteína sobre o crescimento muscular. Ele é autor de 2 livros e mais de 50 publicações sobre treinamento aplicado e suplementação.

Estrutura da Amilose e da Amilopectina
Daqui pra baixo não são mais palavras minhas, mas os argumentos de uma pessoa bem mais entendida no assunto, com muito mais recursos e acessos. Vamos lá.

O Mito de amido de milho ceroso - Por: David Barr 29 de janeiro de 2009

O que é amido de milho ceroso? amidos cerosos são hidratos de carbono derivados de várias fontes tais como arroz, cevada e milho. O nome "ceroso" se refere ao fato de que, sob um microscópio existe uma grande semelhança com a cera real, embora seja apenas na aparência.

A principal característica do amido ceroso é que ele contêm, geralmente, uma grande quantidade de amido altamente ramificado chamado amilopectina. Um polímero altamente ramificado de glicose encontrado nas plantas. É um dos dois componentes do amido, o outro é a amilose. É solúvel em água.

Agora que sabemos do que estamos falando, é hora de vermos o mito. Começa pelo mito de que WMS é um tipo de carboidrato muito rápido por causa de sua alta concentração de amilopectina (> 99%), e enorme peso molecular e, devido a este peso molecular, WMS é absorvido pelo intestino mais rapidamente do que a dextrose ou a maltodextrina "carboidratos de rápida absorção", que por sua vez resulta em armazenamento de glicogénio muito maior.

Infelizmente, essas afirmações não podem ser fundamentadas. Na verdade, existem poucos estudos ainda realizados em WMS, e eles não são o que você poderia esperar. Felizmente, a primeira pesquisa sobre WMS não foi realizada apenas no exercício, mas a fez em atletas treinados, tornando seus resultados mais relevantes. Vamos dar uma olhada.


Top Secret: A Estudos WMS – O primeiro estudo comparou milho na forma de dextrose, WMS, e um placebo (4). Em contraste com reivindicações comuns, após a ingestão, tanto os níveis de glicose no sangue e resultantes de insulina foram semelhantes entre WMS e placebo, e 3 vezes mais baixa que a dextrose. O rendimento do esforço, medido durante o exercício de ciclismo, não foi diferente, quer após o uso dextrose ou ingestão WMS, foram semelhantes. Resumindo: O açúcar no sangue e insulina foram semelhantes no WMS, mas muito inferior à dextrose. 
 
O estudo seguinte examina a ressíntese de glicogénio em 24 horas utilizando WMS, maltodextrina, dextrose, ou amido lento (6). Com WMS o armazenamento de glicogénio induzido e o desempenho de esforço posterior não foi diferente do encontrado com o consumo dextrose ou de maltodextrina.

Um estudo mais recente observou WMS "amilopectina" em comparação com maltodextrina, sacarose (açúcar de mesa), e amido lento, utilizando 1 hora de testes de índice glicêmico (conduzidos por um dos pesquisadores que o inventaram em 1980) (1). Mais uma vez, o desempenho do WMS contradiz as afirmações frequentes sobre sua rápida absorção. Desta vez, os níveis de glicose no sangue não eram apenas menores do que os da maltodextrina, mas menor ainda do que o da sacarose. Na verdade, a resposta glicêmica do WMS foi baixa o suficiente para que os pesquisadores o chamassem de "tratamento de baixo índice glicêmico", como o amido lento.

Em  um outro estudo procurou-se, especificamente, investigar a resposta glicemica da ingestão de WMS comparada com uma mistura de maltodextrina e uma pequena quantidade de sacarose, e o pão branco (10). Curiosamente, a resposta de glicose sanguínea resultante de WMS foi semelhante ao de pão! Como seria de esperar, esta também foi um pouco menor do que a mistura de maltodextrina + sacarose. Além disso, a resposta da insulina foi significativamente menor para WMS, mesmo em comparação com o pão (e, claro, muito menor do que maltodextrina). Ou seja, um pedaço de pão era capaz de obter melhores resultados.

Um ultimo estudo comparou a resposta glicemica de 25g de WMS cozida com água até formar uma pasta, para que a mesma quantidade de glicose (5). Este estudo é diferente dos estudos anteriores que utilizaram WMS crua. Os níveis de açúcar no sangue eram semelhantes entre os grupos, levando os pesquisadores a dar ao WMS uma classificação de índice glicêmico de 90. Valor semelhante ao da dextrose.

Obsevando os resumos acima parece haver discrepâncias. Depois de tudo, as respostas variam de ser ligeiramente pior que a dextrose (5), para muito pior que a dextrose (4) ou açúcar e maltodextrina (1), para ainda pior do que o pão (10). Embora nenhum deles provavelmente faça você querer usar WMS, ou apoie as reivindicações comuns sobre o assunto, as diferenças são suficientes para fazer você se perguntar o que está acontecendo.

Após contato com National Starch and Chemical Company (NS) eu descobri que existem diferentes formas de preparar amido ceroso. Estes tratamentos podem alterar as propriedades do WMS, tal que, possa ser absorvido de forma diferente. Por exemplo, amido cozido é mais prontamente absorvido do que sua versão não cozida. Devo admitir que isso me deu um vislumbre de esperança de que qualquer WMS disponível para venda só iria usar o mais rápido "tipo". Infelizmente, esta empolgação passou com a verificação de um tipo de amido (11), chamado amioca, e tio como o tipo mais rapidamente hidrolisado produziu alguns dos piores resultados de desempenho quando comparado com carboidratos realmente rápidos (1, 4).



As discrepâncias residem no fato de que a "rapidez" foi, originalmente, determinada com enzimas digestivas em um tubo de ensaio (11), ou era em relação a um amido muito lento (1, 11). A partir disso podemos ver que, ao contrário da opinião original, teor alto de amilopectina não é sinônimo de rápida digestão ou absorção. Assim, o mais rápido WMS pode ser quase tão bom como a dextrose ou maltodextrina, mas como podemos ter certeza de que tipo estamos utilizando? Naturalmente, você não espera que as empresas admitam que elas estão vendendo os "mais lento" tipos de WMS. Pensando nisso, a ausência de informação disponível me faz pensar se alguém sabe, realmente, o que está sendo ingerido.

Então, de onde surgiu esse mito? A fábula foi realmente criada a partir da aplicação errada de dois poderosos estudos de carboidratos (7, 9). Estes estudos utilizaram um extrato de carboidratos chamado Vitargo, e foram referenciados no rótulo de um produto, agora extinto, que continha este carboidrato. Quando verificamos o rótulo ficou claro que este suplemento havia retirado o Vitargo (que por sua vez, é um extrato de carboidratos) e o colocado como... amido de milho ceroso!

E o mito nasceu: uma pesquisa mostrando que Vitargo tinha rápido esvaziamento gástrico e reposição de glicogênio foi igualada com a idéia de que carboidratos de alto peso molecular (isto é, WMS/amilopectina) tinham as mesmas propriedades.

Basta dar uma olhada em todas as referências de WMS, se você puder encontrá-las, e você vai ver pelo menos um desses estudos listados: Leiper et al, (2000) ou Piehl Aulin et al.. (2000). Na verdade, estes também são de onde o esvaziamento gástrico, muitas vezes especificado, a taxa de absorção, e os números de ressíntese de glicogênio vêm.

Talvez a pior parte não seja que estes estudos utilizaram o Vitargo, que não deriva do amido de milho ceroso! É isso mesmo, a dados citados para o WMS extraídos da utilização um carboidrato extraído de fécula de batata (7, 9). Como se, para adicionar um ponto de exclamação cômico, a fécula de batata em si, nem mesmo era da variedade cerosa.

Resumo: As mais comuns "informaçõs sobre amido de milho ceroso" vem de um extrato de carboidratos que não era originalmente de cera nem mesmo derivado do milho.


Bom pessoal, vejam só que confusão. Mas parece que o David Barr conseguiu esclarecer bem. Confesso que mesmo eu fiquei encantado com a qualidade proposta pelo Waxy Maize. Agora é voltar à velha escola e aos bons e velhos carboidratos que já estavamos acostumados.

Até mais!

Referências David Barr:
  1. Anderson GH, Catherine NL, Woodend DM, Wolever TM. Associação inversa entre o efeito de carboidratos em glicose no sangue e posterior ingestão de alimentos a curto prazo em homens jovens. Am J Clin Nutr. 2002 Nov; 76 (5) :1023-30.
  2. Behall KM, Scholfield DJ, J.Effect Canário da estrutura do amido em glicose e insulina em adultos. Am J Clin Nutr. 1988 Mar; 47 (3) :428-32.
  3. Brighenti F, L Benini, Del Rio D, Casiraghi C, N Pellegrini, Scazzina F, DJ Jenkins, Vantini fermentação I. colônica de carboidratos indigeríveis contribui para o efeito segunda-refeição. Am J Clin Nutr. 2006 Apr; 83 (4) :817-22.
  4. Goodpaster BH, Costill DL, Fink WJ, Trappe TA, Jozsi AC, RD Starling, Trappe SW. Os efeitos da pré-exercício ingestão de amido sobre o desempenho de resistência. Int J Sports Med. 1996 Jul; 17 (5) :366-72.
  5. Ele J, J Liu, Zhang G. amido de milho ceroso lentamente digestível preparado por esterificação de anidrido succínico octenil e calor umidade tratamento: resposta glicêmica e mecanismo. Biomacromolecules. 2008 Jan; 9 (1) :175-84.
  6. Jozsi AC, TA Trappe, Starling RD, Goodpaster B, Trappe SW, Fink WJ, Costill DL. A influência da estrutura do amido sobre a ressíntese de glicogênio e desempenho no ciclismo subseqüente. Int J Sports Med. 1996 Jul; 17 (5) :373-8.
  7. Leiper JB, Aulin KP, S? Derlund K. Improved taxa de esvaziamento gástrico em humanos, de um polímero de glicose única com formadores de gel propriedades. Scand J Gastroenterol. 2000 Nov; 35 (11) :1143-9.
  8. Li JY, Yeh AI. As relações entre as características térmicas, reológicas e poder de inchamento para amidos diversos, J. Engenharia de Alimentos 2001 50:141-148.
  9. Piehl Aulin K, S? Derlund K, Hultman Muscle E. taxa de ressíntese de glicogênio em humanos após a suplementação de bebidas contendo carboidratos com baixa e alta massa molecular. Eur J Appl Physiol. 2000 Mar; 81 (4) :346-51.
  10. Sands AL, Leidy HJ, Hamaker BR, Maguire P, Campbell WW. O consumo do amido de milho ceroso digestão lenta leva a utilização de carboidratos embotado e sustentado, mas não influencia o gasto energético ou do apetite. FASEB J. 2008; 22:1089.2
  11. Selo CJ, Daly ME, Thomas LC, Bal W, Birkett AM, Jeffcoat R, Mathers JC. Metabolismo de carboidratos pós-prandial em indivíduos saudáveis ​​e aqueles com diabetes tipo 2 amidos alimentados com taxas de hidrólise lenta e rápida e determinada in vitro. Br J Nutr. 2003 Nov; 90 (5) :853-64.
  12. Singh N, Singh J, L Kaur, Singh Sodhi N, Singh Gill B. morfológica, propriedades térmicas e reológicas dos amidos de diferentes fontes botânicas. Food Chem. 2003 81:219-231.
  13. van Amelsvoort JM, Weststrate relação JA.Amylose-amilopectina em uma refeição afeta variáveis ​​pós-prandial em voluntários do sexo masculino. Am J Clin Nutr. 1992 Mar; 55 (3) :712-8.
  14. Venn BJ, Green TJ. A carga glicêmica índice glicêmico e: questões de medição e seus efeitos sobre dieta-doença relacionamentos. Eur J Clin Nutr. 2007 Dez; 61 Suppl 1: S122-31.
  15. Zhang G, M Venkatachalam, Hamaker base BR.Structural para a propriedade digestão lenta dos amidos de cereais nativos. Biomacromolecules. 2006 Nov; 7 (11) :3259-66.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Thermo Fire - Parte 2


Continuando a falar sobre o Thermo Fire, vou seguir falando sobre a versão dele em sachês. O Thermo Fire Drink Mix ou seria Thermofire Stick Pack?

Na verdade era pra ser o mesmo, mas pela adequação à legislação, o “Drink Mix” é o nacional e o “Stick Pack” o produzido nos EUA.

O Thermo Fire Drink Mix promete mais energia e performace, aceleração do metabolismo e gasto de calorias e queima de gorduras mais rápida. Vem em sachês de 5 gramas, ao invés de cápsulas, e é feito dos seguintes ingredientes: maltodextrina, taurina (1000ml/250mL), glucoronolactona (625mg/250mL), cafeína (87,5mg/250mL), inositol (50mg/250mL), ácido pantotênico, vitamina B6, vitamina B2, vitamina B1, vitamina B12, aroma artificial de salada de frutas, edulcorantes acesulfame-K e sucralose.

Maltodextrina é um carboidrato de fácil digestão feita a partir da hidrólise do amido de milho, arroz ou fécula de batata. Seu nome é derivado da junção maltose e dextrose. Maltodextrina é facilmente digerível, sendo absorvida tão rapidamente quanto a glicose. É pouco doce e quase sem gosto e também é livre de glúten, tornando-o seguro para aqueles com alergia ou intolerância ao glúten. A maltodextrina é muito utilizada na nutrição esportiva, pois apresenta propriedades vantajosas. É frequentemente usada na produção de bebidas hipercalóricas ou géis isotônicos, geralmente em combinação com a frutose. Elas estão disponíveis no mercado de suplementos alimentares normalmente em sabores diferentes, como laranja, limão, tangerina, uva, guaraná com açai.

A Taurina é um aminoácido que apoia o desenvolvimento neurológico e ajuda a regular o nível de água e sais minerais no sangue. Seu nome deriva da palavra latina taurus (touro) porque foi isolado pela primeira vez a partir de bile de boi em 1827. Possui muitos papéis biológicos fundamentais, tais como conjugação de ácidos biliares, antioxidante, osmorregulação, estabilização da membrana e modulação da sinalização do cálcio. É essencial para o sistema cardiovascular, função e desenvolvimento do músculo esquelético, retina e do sistema nervoso central. A taurina é regularmente utilizada como ingrediente em bebidas energéticas, contendo 1000 a 2000 mg por porção. Estudos não encontraram efeitos adversos para até 1.000 mg de taurina por quilograma de peso corporal por dia. Acredita-se que a eficiência da taurina em bebidas energéticas seja devido a um aumento da atividade da cafeína, quando presente. A quantidade de bebida energética que uma pessoa pode beber sem danos a sua saúde, como qualquer outro estimulante, dependente da sua sensibilidade para com seus componentes (como a cafeína) e varia muito de um indivíduo para outro. O perigo maior é a sua mistura com outras substâncias, especialmente o álcool ou antidepressivos podendo causar perturbações do ritmo cardíaco, e criar problemas no futuro.

A Glucuronolactona é um carboidrato derivado do metabolismo da glicose, produzido naturalmente no corpo humano e é um importante componente estrutural de quase todos os tecidos conjuntivos. Utilizado em muitas bebidas energéticas em combinação com a cafeína e taurina. O nível sem efeitos adversos observáveis de glucuronolactona é de 1000 mg / kg / dia.

Sobre a cafeína já falei na primeira parte. Leia aqui.

O Inositol, em geral, é uma substância similar à uma vitamina, apesar de seus efeitos serem ainda controversos. É encontrado em muitas plantas e animais e também produzida em laboratório. Ela existe em nove possíveis estereoisômeros, todos com sabor doce. Ainda que, tecnicamente não seja um carboidrato pela ausência do grupo carbonila. Inositol é comercialmente disponível como suplemento alimentar para os seres humanos e cavalos.
Os demais ingredientes são vitaminas do complexo B, aroma artifical e edulcorantes.

Não há nenhum componente compromentedor na formulação do Thermo Fire Drink Mix. É como se fosse um RedBull em pó. Só não recomendo o uso excessivo nem sua mistura com álcool.

Agora vamos ver o feito nos EUA. O Thermofire Stick Pack.

No Thermofire Stick Pack, a fórmula é totalmente diferente. Possui todos os extratos vegetais que existem no Thermofire normal (leia), sem sofrem nenhuma alteração. Todos em suas concentrações originais. A única diferença é que o ThermoFire é em cápsulas e o Thermofire Stick Pack é em sachês. Uma comodidade para aqueles que tem dificuldade de engolir comprimidos.

Se for pra comparar com o nacional, acredito que o potencial termogênico deste é bem maior, visto que apresenta vários extratos ricos em xantinas. Segundo o fabricante o equivalente à 3 xícaras de café. O próprio fabricante, orienta: Não exceder dois sachês em um período de 24 horas; Utilizar por um período de 8 semanas; Não deve ser utilizados por menores de 18 anos, grávidas ou lactantes; Consultar um médico antes de iniciar o uso; Caso tenha alguma condição especial, complicações cardiovasculares, diabetes, doença renal ou hepática, não utilizar; Não utilizar em conjunto com outros estimulantes; Caso sinta batimentos cardíacos irregulares, dor no peito, tontura, dor de cabeça, náuseas ou outros sintomas similares procurar o socorro médico; Não exceder a dose recomendada.

Referências
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FASTINGER, N.D. KARR-LILIENTHAL, L.K. SPEARS, J.K. SWANSON, K.S. ZINN, K.E.
NAVA, G.M. OHKUMA, K. KANAHORI, S. GORDON, D.T. FAHEY JR, G.C. A Novel Resistant Maltodextrin Alters Gastrointestinal Tolerance Factors, Fecal Characteristics, and Fecal Microbiota in Healthy Adult Humans. J Am Coll Nutr vol. 27, no. 2, 2008. Disponível em:<http://goo.gl/kIH4a>

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HOFFMAN, J.R. RATAMESS, N.A. ROSS, R. SHANKLIN, M. KANG, J. FAIGENBAUM, A.D. Effect of a Pre-Exercise Energy Supplement on the Acute Hormonal Response to Resistance Exercise. Journal of Strength & Conditioning Research. vol. 22, no. 3, 2008. Disponível em:<http://goo.gl/CGuvr>

CHANG, P.L. Nos energy drink – review. 2008. Disponível em:<http://goo.gl/NurjE>

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DIRECTORATE-GENERAL HEALTH AND CONSUMERS, EUROPEAN COMMISSION, EUROPEAN UNION. Opinion on Caffeine, Taurine and D-Glucurono-g-Lactone as constituents of so-called "energy" drinks. 1999. Disponível em:<http://goo.gl/oxwKJ>

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