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sábado, 9 de junho de 2012

OxyElite e seus irmãos serão proibidos nos EUA?

Diariamente eu recebo centenas de e-mails e comentários em relação a alguns posts que escrevi sobre alguns suplementos. Não tenho nem como responder a todos, tamanha a quantidade. São pessoas de todos os tipos que desejam tirar dúvidas, me xingam, me elogiam, me agradecem, me questionam, e por aí vai. 

Acho que consegui atingir o objetivo principal quando comecei a escrever, pois desde o início minha ideia não era criticar negativamente os suplementos, mas divulgar minha opinião sobre eles depois de avaliar suas possibilidades, sejam elas boas ou ruins, pois se considerarmos apenas as informações dadas pelo marketing das empresas que os produzem e, principalmente, daqueles que os vendem, somos bombardeados por grandes benefícios e ganhos e não se menciona nenhum tipo de problema. Parecem suplementos “perfeitos”. 

A grande maioria das pessoas querem atingir seus objetivos o mais rápido e, esta ansiedade por resultados as tornam presas fáceis. Eu não sou contra o uso de suplementos, nem mesmo falo pra não se usar, apenas gosto de avaliar se realmente este, ou aquele, produto farão somente o efeito que se propõe ou irão causar algo mais aos meus pacientes que eles, ou eu mesmo, não estão esperando.
Os posts mais visitados, e que mais me são questionados, são os que fiz sobre o OxyElite e Lipo 6 Black. Pra mim, o grande problema desses produtos são por conta do DMAA ou 1,3-Dimethylamylamine. Este é o principal ingrediente ativo contido neles, e é projetado para dar ao usuário a sensação de intensidade do treino aumentada, foco, e outros efeitos associados a altos níveis de adrenalina, mas também causam vários efeitos colaterais como: dores de cabeça, tremores, delírio, depressão, desidratação, suores excessivos, aumento da pressão arterial, palpitações cardíacas, etc.

Os fabricantes alegam que DMAA é um óleo extraído da planta gerânio e, por isso, está atualmente classificada como um aditivo alimentar, que não requer a aprovação pela FDA para ser vendido no mercado americano. Acontece que a United Natural Products Alliance (UNPA) alega que os fabricantes de suplementos não devem rotular DMAA como óleo de gerânio, ou como qualquer outra parte da planta gerânio, pelo fato de existir apenas um estudo dizendo que DMAA é um constituinte natural do óleo de gerânio. Este estudo é questionável e é repetidamente utilizado como referência aos fabricantes de suplementos. Já American Herbal Products Association (AHPA) aceita a possibilidade de óleo de gerânio conter DMAA, mas recentemente exige que seus membros não rotulem DMAA como óleo de gerânio ou como qualquer outra parte da planta gerânio. O estudo é este: Ping, Z.; Jun, Q. & Qing, L. (1996), ‘A Study on the Chemical Constituents of Geranium Oil, Journal of Guizhou Institute of Technology 25 (1): 82–85.

DMAA pode aparecer nos rótulos dos produtos sob muitos nomes, como:  Geranamine; geranium oil, extract, or any part of the geranium plant; 1,3-Dimethylamylamine; 1,3-dimethylpentylamine; methylhexaneamine (MHA); methylhexanamine; methylhexamine; 4-methyl-2-hexanamine; 2-amino-4-methylhexane. E diversos são os produtos no mercado que utilizam do DMAA em suas fórmulas, como por exemplo:  USPlabs Jack3d, USPlabs Oxy Elite Pro, NutrexLipo 6 Black Caps (his e hers), Nutrex Lipo 6 Black Ultra Concentrated (his e hers), Nutrex Hemo Rage Black Powder,  IsatoriPWR, Muscletech Neurocore, Muscletech Hydroxystim, Fahrenheit Nutrition LeanEFX, Muscle Warfare Napalm, All American Efx K-Otic, SNI Nitric Blast, SEI MethylHex, GNC Grenade.

Após a morte de dois soldados na mesma base no sudoeste americano, o Departamento de Defesa dos EUA proibiu a venda, e uso, de DMAA e produtos que contenham DMAA em bases militares. Os dois soldados que morreram sofreram ataques cardíacos fatais. O primeiro foi um rapaz de 22 anos que entrou em colapso durante um treino O segundo tinha 32 anos e entrou em colapso durante um teste de aptidão física, vindo a falecer um mês depois no hospital. Ambos tinham DMAA na corrente sanguínea e estavam participando de testes físicos difíceis e de alta resistência. Estes fatos recentes levaram a FDA a avaliar melhor alguns produtos e esta encaminhou à dez fabricantes de suplementos uma carta de advertência.

Quando o congresso americano definiu a política americana para suplementos alimentares, definiu-se como regra que qualquer ingrediente presente em suplementos a partir de 1994 deve apresentar um NDI. Uma documento contendo provas de segurança relativas ao uso deste ingrediente. Nas cartas enviadas pelo FDA, a organização deixa claro que DMAA não apresenta NDI, sendo estes produtos, até que se apresente provas de segurança, ilegais.

Após inúmeros relatos de efeitos colaterais graves, DMAA foi banido na Nova Zelândia e na Austrália, foi proibido pela U.S. Anti-Doping Agency, pela UEFA , pela WADA e está suspenso até segunda ordem pela FDA. Pelo visto seu banimento nos Estados Unidos é questão de tempo.

Por isso é preciso avaliar os riscos. Antes de começar a utilizar qualquer produto que seja, avaliem as possibilidades. Não utilizem baseando-se apenas nos benefícios ou nas boas experiências. Podem haver situações para as quais não estamos atentos. Estes produtos inegavelmente são capazes de reduzir a gordura corporal, mas seu uso deve ser muito criterioso e nem todos podem usá-lo. Eles são perigosos pra muitos e muita pesquisa ainda necessita ser realizada. Pra mim não vale o risco. Não há segurança. 

Os resultados de muitos que me xingam podem ter sido ótimos, perderam quilos e mais quilos de gordura. Ótimo. Fico feliz que vocês não tiveram nenhum efeito negativo, mas saibam que não são apenas vocês que me mandam mensagens, muita gente quer mais informação, pois passaram muito mal e tiveram medo de continuar o uso e ter algo pior. Talvez até mais gente que os que tiveram bons resultados. 

Vou aproveitar e responder uma pergunta que muito me é feita pelas pessoas. Qual termogênico eu recomendo. A resposta é: disciplina alimentar e treino vigoroso. Não adianta querer queimar etapas, não vai dar resultado se não comer correto e treinar forte. Só assim vocês vão ter reais resultados e que vão durar muito tempo. 

Lembrem-se “Só os fracos buscam atalhos”.

Referências:
FDA. FDA challenges marketing of DMAA products for lack of safety evidence. April 27, 2012. Disponível em: <http://goo.gl/1VUtX>
UEFA. Circular - Lista de substâncias proibidas pela AMAD 2012. Disponível em: <http://goo.gl/6CJqY>
AUSTRALIAN GOVERMENT. OxyELITE Pro capsules (often promoted as Oxy Elite Pro capsules). Department of Health and Ageing. Therapeutic Goods Administration. 2011. Disponível em: <http://goo.gl/CDuVC>
C. A. CLARK. Texas OxyElite Pro Lawyer. 2012. Disponível em: <http://goo.gl/pJRp8>
T. J. TRITTEN. FDA orders halt to sale of products containing DMAA. Stars and Stripes, 2012. Disponível em: <http://goo.gl/jRnMh>
THE NEW YORK TIMES. Army Studies Workout Supplements After 2 Deaths. 2012. Disponível em <http://goo.gl/TLZfp>
N. SINGER, P. LATTMAN, F.D.A. Sends Warning Letters to 10 Marketers of ‘Workout Boosters’. The New York Times, 2012. Disponível em <http://goo.gl/mR2I2>
SCHMIDT & CLARK. DMAA Crackdown May Impact GNC’s Stock Price. 2012. Disponível em <http://goo.gl/GPNLO>
SCHMIDT & CLARK. DMAA (dimethylamylamine) Lawsuit. 2012. Disponível em <http://goo.gl/ylZ2h>
SCHMIDT & CLARK. OxyElite Pro Lawsuit. 2012. Disponível em <http://goo.gl/TQLLQ>
THE SCHMIDT FIRM. FDA Sends Warning Letters to 10 DMAA Manufacturers. 2012. Disponível em <http://goo.gl/wMCcM>
THE SCHMIDT FIRM. Harvard Researcher Advocates DMAA Ban. 2012. Disponível em <http://goo.gl/w7FUw>
THE SCHMIDT FIRM. Harvard Researcher Advocates DMAA Ban. 2012. Disponível em <http://goo.gl/w7FUw>

domingo, 29 de janeiro de 2012

Thermo Fire - Parte 2


Continuando a falar sobre o Thermo Fire, vou seguir falando sobre a versão dele em sachês. O Thermo Fire Drink Mix ou seria Thermofire Stick Pack?

Na verdade era pra ser o mesmo, mas pela adequação à legislação, o “Drink Mix” é o nacional e o “Stick Pack” o produzido nos EUA.

O Thermo Fire Drink Mix promete mais energia e performace, aceleração do metabolismo e gasto de calorias e queima de gorduras mais rápida. Vem em sachês de 5 gramas, ao invés de cápsulas, e é feito dos seguintes ingredientes: maltodextrina, taurina (1000ml/250mL), glucoronolactona (625mg/250mL), cafeína (87,5mg/250mL), inositol (50mg/250mL), ácido pantotênico, vitamina B6, vitamina B2, vitamina B1, vitamina B12, aroma artificial de salada de frutas, edulcorantes acesulfame-K e sucralose.

Maltodextrina é um carboidrato de fácil digestão feita a partir da hidrólise do amido de milho, arroz ou fécula de batata. Seu nome é derivado da junção maltose e dextrose. Maltodextrina é facilmente digerível, sendo absorvida tão rapidamente quanto a glicose. É pouco doce e quase sem gosto e também é livre de glúten, tornando-o seguro para aqueles com alergia ou intolerância ao glúten. A maltodextrina é muito utilizada na nutrição esportiva, pois apresenta propriedades vantajosas. É frequentemente usada na produção de bebidas hipercalóricas ou géis isotônicos, geralmente em combinação com a frutose. Elas estão disponíveis no mercado de suplementos alimentares normalmente em sabores diferentes, como laranja, limão, tangerina, uva, guaraná com açai.

A Taurina é um aminoácido que apoia o desenvolvimento neurológico e ajuda a regular o nível de água e sais minerais no sangue. Seu nome deriva da palavra latina taurus (touro) porque foi isolado pela primeira vez a partir de bile de boi em 1827. Possui muitos papéis biológicos fundamentais, tais como conjugação de ácidos biliares, antioxidante, osmorregulação, estabilização da membrana e modulação da sinalização do cálcio. É essencial para o sistema cardiovascular, função e desenvolvimento do músculo esquelético, retina e do sistema nervoso central. A taurina é regularmente utilizada como ingrediente em bebidas energéticas, contendo 1000 a 2000 mg por porção. Estudos não encontraram efeitos adversos para até 1.000 mg de taurina por quilograma de peso corporal por dia. Acredita-se que a eficiência da taurina em bebidas energéticas seja devido a um aumento da atividade da cafeína, quando presente. A quantidade de bebida energética que uma pessoa pode beber sem danos a sua saúde, como qualquer outro estimulante, dependente da sua sensibilidade para com seus componentes (como a cafeína) e varia muito de um indivíduo para outro. O perigo maior é a sua mistura com outras substâncias, especialmente o álcool ou antidepressivos podendo causar perturbações do ritmo cardíaco, e criar problemas no futuro.

A Glucuronolactona é um carboidrato derivado do metabolismo da glicose, produzido naturalmente no corpo humano e é um importante componente estrutural de quase todos os tecidos conjuntivos. Utilizado em muitas bebidas energéticas em combinação com a cafeína e taurina. O nível sem efeitos adversos observáveis de glucuronolactona é de 1000 mg / kg / dia.

Sobre a cafeína já falei na primeira parte. Leia aqui.

O Inositol, em geral, é uma substância similar à uma vitamina, apesar de seus efeitos serem ainda controversos. É encontrado em muitas plantas e animais e também produzida em laboratório. Ela existe em nove possíveis estereoisômeros, todos com sabor doce. Ainda que, tecnicamente não seja um carboidrato pela ausência do grupo carbonila. Inositol é comercialmente disponível como suplemento alimentar para os seres humanos e cavalos.
Os demais ingredientes são vitaminas do complexo B, aroma artifical e edulcorantes.

Não há nenhum componente compromentedor na formulação do Thermo Fire Drink Mix. É como se fosse um RedBull em pó. Só não recomendo o uso excessivo nem sua mistura com álcool.

Agora vamos ver o feito nos EUA. O Thermofire Stick Pack.

No Thermofire Stick Pack, a fórmula é totalmente diferente. Possui todos os extratos vegetais que existem no Thermofire normal (leia), sem sofrem nenhuma alteração. Todos em suas concentrações originais. A única diferença é que o ThermoFire é em cápsulas e o Thermofire Stick Pack é em sachês. Uma comodidade para aqueles que tem dificuldade de engolir comprimidos.

Se for pra comparar com o nacional, acredito que o potencial termogênico deste é bem maior, visto que apresenta vários extratos ricos em xantinas. Segundo o fabricante o equivalente à 3 xícaras de café. O próprio fabricante, orienta: Não exceder dois sachês em um período de 24 horas; Utilizar por um período de 8 semanas; Não deve ser utilizados por menores de 18 anos, grávidas ou lactantes; Consultar um médico antes de iniciar o uso; Caso tenha alguma condição especial, complicações cardiovasculares, diabetes, doença renal ou hepática, não utilizar; Não utilizar em conjunto com outros estimulantes; Caso sinta batimentos cardíacos irregulares, dor no peito, tontura, dor de cabeça, náuseas ou outros sintomas similares procurar o socorro médico; Não exceder a dose recomendada.

Referências
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FASTINGER, N.D. KARR-LILIENTHAL, L.K. SPEARS, J.K. SWANSON, K.S. ZINN, K.E.
NAVA, G.M. OHKUMA, K. KANAHORI, S. GORDON, D.T. FAHEY JR, G.C. A Novel Resistant Maltodextrin Alters Gastrointestinal Tolerance Factors, Fecal Characteristics, and Fecal Microbiota in Healthy Adult Humans. J Am Coll Nutr vol. 27, no. 2, 2008. Disponível em:<http://goo.gl/kIH4a>

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

OxyElite Pro – Análise do Suplemento

OxyElite Pro - Pote
Boa tarde pessoal, muitos me enviaram e-mails perguntando se eu sou contra o uso de suplementos alimentares, já que meus últimos comentários sobre alguns deles não foram positivos. Gostaria de esclarecer, antes de tudo, que eu não sou contra o uso de suplementos. Sou à favor, apenas, de seu uso consciente. O motivo de, ultimamente, eu comentar fatos negativos de alguns suplementos não é minha culpa, mas dos suplementos mais utilizados na atualidade, como Jack3d, naNO Vapor e Lipo 6 Black. Estes medicamentos que se fazem passar por suplementos alimentares são perigosos para a saúde e na maioria das vezes são mau utilizados pelo leigo. Recentemente houve até caso de óbito por uso destes produtos. Desta forma, eu vou continuar a realizar as minhas análises dos produtos que me chamarem a atenção, e citar seus componentes, mecanismo de ação, efeitos colaterais, etc. A bola da vez hoje é o OxyElite Pro.

Como já devem imaginar, OxyElite Pro é outro afamado “suplemento” que entra em nosso país pela porta dos fundos, visto que não tem permissão para ser comercializado legalmente em território nacional. A Anvisa, órgão que regulamenta o comércio de medicamentos e suplementos no Brasil, é muito rigorosa e não libera a venda de produtos sem baseamento científico. Muito menos substâncias perigosas mascaradas como suplementos.

Informações nutricionais do OxyElite Pro
OxyElite Pro contém menos susbtâncias ativas que seus parentes (Jack3d, Lipo 6, etc), sendo apenas seis tipos. Bauhinia purpurea L., Bacopa monnieri, Extrato de Gerânio ?, Cirsium oligophyllum, e Rauvolfia canescens L. e Cafeína. Olhando pelos vários nomes científicos imagina-se que são extratos vegetais e, como muita gente acredita, extratos vegetais não fazem mal à saúde não é verdade? É natural. É aí que muita gente se engana. Vários extratos naturais apresentam efeitos que, acredito, vocês não vão gostar nada de saber. Querem ver?



Bauhinia purpurea L.: é uma planta nativa da China, conhecida também como unha-de-vaca, "orchid tree" e "butterfly tree". Muito utilizada na medicina chinesa como antibacteriana, analgésica, anti-diabética, antiinflamatória, antidiarréica, anticancerígena, nefroprotetora e por regular a atividade de hormônios tireoidianos. Na tireoide, hipoteticamente, seu extrato aumenta a conversão de T4 em T3, que é mais metabolicamente ativo.

Sachê contendo duas cápsulas
Bacopa monnieri: é uma planta comum na medicina tradicional indiana conhecida por melhorar a capacidade cerebral melhorando a transmissão de impulsos nervosos. Possui ação antiinflamatória, antitérmica, sedativa e como agente anti-epiléptico. Sugere-se também que ela afete a produção natural de hormônios da tireoide, estimulando um aumento na produção de T4. Parece que a ideia seria promover um efeito sinergico entre a Bacopa monnieri e a Bauhinia purpurea L. Aumentando a produção de T4 (Bacopa monnieri) e a conversão de T4 em T3 (Bauhinia purpurea L). Lindo isso, mas como disse em outros posts, mexer na função da tireoide sem necessidade clínica não é uma boa ideia.
Outros efeitos adversos encontrados foram: toxicidade hepática grave, problemas gastrointestinais, incluindo a frequência aumentada das fezes, cólicas abdominais e náuseas; boca seca, sede excessiva e aumento da frequência urinária, palpitações cardíacas, e a pior de todas, Bacopa monnieri pode afetar a fertilidade masculina.
 

Extrato de Gerânio: Na verdade, coloquei uma interrogação neste ponto, pois ontem eu fiz uma descoberta que eu não sabia sobre ele. A substância que supostamente é encontrada neste extrato já é nossa velha conhecida aqui no blog. A 1,3-Dimetilamilamina. A descoberta que fiz é que a AHPA (American Herbal Products Association), está solicitando que, à partir de janeiro de 2012, produtos que contenham esta substância não associem ou citem no rótulo como óleo de gerânio ou como qualquer parte da planta gerânio. Uma revisão crítica da literatura científica feita pela AHPA determinou que não há provas credíveis de que o componente 1,3-Dimetilamilamina é encontrado em espécies de gerânio. 1,3-Dimetilamilamina, também conhecida como 1,3-metilexano; metilexanoamina; metilexanamina; metilexamina; 4-metil-2-hexanamina, e 2-amino-4-metilexano, foi uma droga descongestionante nasal sintetizado pelo químico Eli Lilly, em 1971 e conhecida como Forthane. Mais recentemente, tem sido utilizada em diversos suplementos alimentares com a finalidade de perda de peso e musculação. É uma substância semelhante a uma anfetamina leve. O mais assustador é que, seus efeitos colaterais não são bem estudados ou conhecidos, e tem havido ambos os relatórios positivos e negativos sobre seus efeitos. O produto foi proibido no Canadá, que geralmente é mais rigoroso em relação a suplementos que a maioria dos países. No fim de 2010 a diretoria da UEFA citou várias substâncias que estão proibidas aos seus atletas participantes, e a Metilexamina está entre elas.

Cirsium oligophyllum: é uma planta encontrada, principalmente, na África e na Europa e, recentemente, começou a aparecer no mundo dos suplementos nutricionais com a alegação de que seu extrato ajuda a perda de peso. Na literatura científica só existe um artigo. Trata-se de um estudo japonês feito com a Cirsium oligophyllum. O estudo sugere que o extrato seria capaz de reduzir a gordura corporal, especificamente a gordura subcutânea através do aumento de atividade da cafeína, promovendo um efeito lipolítico mais potente. Este efeito seria, em torno de, dez vezes maior. Tudo bem que há estudo dando informações, mas convenhamos, somente um. Ainda é cedo para afirmar com certeza este efeito sinérgico.
Rauvolfia canescens L: também conhecida como Rauvolfia tetraphylla L. Seu extrato é rico em um composto ativo chamado Rauwolscine, que também é conhecida como α-ioimbina e corynanthidine. É um análogo da ioimbina, mas seus efeitos diferem um pouco. Atua como um bloqueador adrenérgico, exercendo um efeito vasodilatador periférico. Para saber os efeitos da ioimbina leia: Lipo 6 Black – Análise do Suplemento.

Rauvolfia não deve ser ingerida por pessoas que sofrem de depressão, ulcerações ou apresentem tumor da glândula adrenal. Além disso, mulheres que estão amamentando ou grávidas devem evitar esta substância, já que pode passar através do leite materno e pode ter efeitos desconhecidos sobre o feto. Os efeitos colaterais da Rauvolfia incluem congestão nasal, depressão, cansaço e disfunção erétil, depressão grave, aumento de apetite e ganho de peso e sonolência. A operação de veículos ou máquinas pesadas deve ser feita com precaução.

Tamanho da cápsula comparada à uma moeda.
Cafeína: A cafeína, chamada quimicamente de 1, 3, 7 trimetilxantina, pertence ao grupo das xantinas. É metabolizada pelo fígado e tem efeitos em vários tecidos, como no Sistema Nervoso Central, musculatura esquelética, cardíaca, lisa brônquica, na função renal e no trato gastrintestinal. Ela induz uma estimulação indireta do sistema nervoso, aumentando a excitação dos motoneurônios, facilitando o recrutamento das unidades motoras dos músculos. Além disso, aumenta a atenção, a concentração, melhora do humor, melhora o tempo de reação, aumenta a liberação de adrenalina e noradrenalina, a mobilização de gorduras e seu uso como energia pelos músculos.

Informações e avisos quanto ao risco de uso deste produto.
Conclusão:  
OxyElite Pro não justifica seu uso. Seus componentes, em sua maioria, não apresentam respaldo científico, a maioria dos estudos encontrados foram feitos em modelos animais, e não foram reproduzidos em humanos. Excluindo a cafeína, nenhuma das substâncias me apresentou garantias reais de que agem na degradação de gordura sem comprometimento da saúde. Assim, não recomendo seu uso. Alimentação adequada, exercícios sérios e disciplina podem promover resultados bem melhores que os esperados pelo uso deste produto.


Referências:
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